Confirmado em vários veículos (como aqui, aqui e aqui): Ennio Morricone vem ao Brasil.
Só não vai ser o show do ano, porque não é show, mas um concerto. O criador das trilhas sonoras mais sensacionais do cinema e provavelmente o maior compositor vivo, vai se apresentar no Rio de Janeiro, no Theatro Municipal, no 1° festival Música em Cena, que ainda contará com outras atrações internacionais. Mas não vou fingir. O que importa é o maestro Ennio Morricone.
Se você não conhece Ennio Morricone, nasce de novo. Se não puder fazê-lo, dê uma conferida no currículo do cara — do menos importante ao mais sublime:
1) Ganhou um Oscar pelo conjunto da obra esse ano*.
2) parceria no último disco do Morrissey, na faixa “Dear God, Please Help Me”.
3) Gravou um disco em parceria com Chico Buarque, quando este estava no exílio, apropriadamente chamado Per Un Pugno di Samba
4) Compôs as trilhas sonoras de “A missão”, “Cinema Paradiso” e “Os intocáveis”
5) Foi o compositor mais importante do Spaghetti Westerns (os melhores de todos, filmados na itália nos anos 60).
6) Fez as trilhas de filmes clássicos de Sergio Leoni como “Era uma vez no Oeste”, “Era uma vez na América” e “Quando explode a vingança” (este o mais fraco dos filmes de Leoni, porém com excelentes músicas).
7) Compôs as clássicas trilhas da clássica trilogia dos dólares, protagonizada por Clint Eastwood no papel do homem sem nome.
Perco Radiohead, perco Spiritualized, mas não quero perder o Morricone. Sério, vai valer a pena por todos os shows que me arrependo de ter perdido.
* Quem se importa com o Oscar, quando alguém que ganha o prêmio antes do Ennio Morricone é proveniente da versão americana de Ídolos?

