Meu francês, antes que reclamem do título do post, é trés bizarre. Se não sou francófono, entretanto, eu sei reconhecer música divertida quando ouço. E, vai saber porque, essas últimas semanas esbarrei em algumas boas da terra dos queijos fedidos.
Eu nem lembro direito como fui parar na Plastiscines, mas aposto que deve ter sido pela foto, possivelmente acompanhada de algum comentário que eu não entenderia ao lado. Quatro meninas bonitinhas falando francês é o tipo de coisa que chama atenção, fato. Aliás, elas cantam algumas em inglês, outras na língua materna. Abaixo, le clipe de Loser.

Un, deux, trois, quatre. Hmmm, quatre.
O primeiro disco se chama LP1, e saiu em fevereiro com boas críticas e vendas, além de bastante atenção da mídia. O som? Bom, as meninas teriam se conhecido num show do Libertines… mas na verdade, me lembra mais de algumas influências (até indiretas) do Doherty, como Stooges e Blondie. Mais garage que post-punk, portanto.
Mais indie, o nome-frase entrega, é a Hey Hey My My (apesar de na verdade estar citando o Neil Young). A banda de dois Julien G. (Garnier e Gaulier, deve ser sacanagem) faz um folk moderninho, mas que não lembra o chato do Devendra (nem o resto da onda freak-folk*), às vezes resvalando no indie-pop/twee. Parece muito - até no nome - com o Oh No! Oh My!, esses americanos.
Do Rock pro eletrônico. Aí é muito mais fácil citar artistas franceses. Air, Daft Punk, Laurent Garnier, Saint Etienne. E, num futuro próximo, Yelle. A moça faz um electropop envolvente, com um mega-hit, Je Veux Te Voir e nenhum disco ainda. O clipe dessa tem legendas, e pelo que eu consegui entender, é trés pornographique. Delícia. Seria também uma resposta à músicas machistas de um rapper chamado Cuizinier, cujo nome eu espero que não signifique o que eu acho que significa.
Ainda mais pop, é a Superbus. Com um pouco mais de chão, a banda foi formada em 1999 e tem três discos lançados. No começo da carreira, foram chamados de No Doubt francês e por menos animador que isso seja, decidiram continuar a tocar. No último disco, as bases aproximam a banda do electrorock, de bandas como Goldfrapp e a também francesa Noir Désir. E tem alguma coisa, possivelmente as guitarras, que me lembram do Garbage. É, snao definitivamente as guitarras. E a vocalista gatinha. Lola, clipe abaixo, é desse álbum.
Volto ao Rock, mas tô roubando. É que a Neimo eu já conhecia há mais tempo, mas quando fui escrever isso aqui resolvi citar. Fazem um indie rock mais puxado pros Strokes, com uma pegada que me faz aproximá-los do Rapture do primeiro disco. Tem potencial, e está tocando nos maiores festivais da França, o que não é lá muita coisa comparando com os que rolam ao norte do Canal da Mancha, mas a gente não está lá mesmo…
C’est fini.
* esse é meu concorrente pessoal a pior rótulo musical da década. aliás, ao menos ele faz sentido: tanto no rótulo quanto no conteúdo, parece que já chegou passado da validade.
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(subpost)
Cuma?!?
Assunto nada a ver, mas merece o comentário rápido. E quando eu já achava que não dava pras bandas emos terem nomes mais ridículos… Vejam vocês mesmos.
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