
Esse foi um bom ano para mim no Festival. Desisti de ver apenas 2 filmes e, dentre os que vi, a maioria ficou acima da média. Estava animado e me deixando levar pelas histórias. Justamente o contrario do ano passado, que foi um senhor desastre apesar de ter visto filmes excelentes.
Eis a minha listinha mais do que pessoal de filmes bons e ruins desse ano com um singelo comentário. Sem ordem de preferência, lógico.
Anfitrião e Convidado (Host and Guest / Bangmunja), 2005, Coréia do Sul, dir. Shin Dong-il.
Professor comunista fracassado e em crise encontra redenção ao conhecer rapaz religioso. Excelente filme da recente safra coreana. Faz algumas referências bem legais a outros filmes.

Man Push Cart, 2005, EUA / Irã, dir. Ramin Bahrani.
Ex-cantor paquistanês tenta sobreviver em NY vendendo bagels e café. O protagonista tenta, tenta e tenta. Quando tudo parece dar certo, se ferra bonito. É triste.

Fast Food Nation, 2006, EUA, dir. Richard Linklater.
O que acontece por trás da indústria de fast food estadounidense. Filme de diretor queridinho do povo cult e baseado em um best-seller de Eric Schlosser. Tem elenco e roteiro ótimos. Trilha sonora original muuuuito boa feita pelo grupo Friends of Dean Martinez.

Irmão Padre, Irmã Puta (Princess), 2006, Dinamarca, dir. Anders Morgenthaler.
Missionário volta pra casa após saber da morte da irmã – uma famosa atriz pornô. Apesar do péssimo título em português é um filme fantástico em animação e com algumas cenas em vídeo com atores reais. Chega a ser bastante cruel. Melhor filme do fraco Midnight deste ano.
L’Enfer (Inferno), 2005, França / Itália / Bélgica / Japão, dir. Danis Tanovic.
Filme sobre a vida de três irmãs que possuem um passado trágico e um presente em crise. É o segundo filme de uma trilogia baseada no roteiro do finado Krzysztof Kieslowski. O primeiro foi Paraíso (Heaven) de Tom “Corra Lola Corra” Twyker. Como todo filme de Kieslowski o espectador fica intrigado com o que acontece. Tudo é explicado depois de vários minutos. Tem cenas lindas.

Réquiem (Requiem), 2006, Alemanha, dir. Hans-Christian Schmid.
Nos anos 70, garota, que sofre de epilepsia sem que os médicos saibam a causa da doença, começa a ter ataques cada vez mais fortes. A super-religiosa família e um amigo sacerdote acham que ela está possuída pelo demônio. O filme é fantástico pois foge do clichê “O Exorcista”. Não é sobre a parte mística e sim psicológica do processo. A atriz principal mereceu o Urso de Prata no último Festival de Berlim.
Na parte 2 os melhores documentários.
(agradecimentos mais do que especiais a Paloma - oficial companheira de filmes do Festival. E a Gabriel Ninô - revisor de prontidão).


