
A Tower Records, que já foi uma das maiores redes de lojas de discos, finalmente foi pro saco, após um longo processo de falência.
É apenas mais um dos muitos sinais do fim do disco. Calma, artistas não deixaram de gravar álbuns, nem gravadoras vão deixar de existir. Mas o movimento não só para o aumento do comércio eletrônico, mas também para novas mudanças nas leis internacionais de copyright, e uma revisão sobre como aproveitar as redes de trocas gratuitas de arquivo, será necessária para que a toda poderosa indústria fonográfica não termine por ruim. Enquanto isso, mais artistas buscam meios alternativos de divulgação e distribuição de seus trabalhos, e gravadoras e distribuidoras independentes, ainda que sem lucros astronômicos, fazem o trabalho de lançar novos produtos no mercado.
Está chegando ao fim a mentalidade do artista que grava disco com apenas uma música de trabalho (o exemplo que me vem a mente na hora é o Aerosmith). As grandes gravadoras ainda vão explorar por algum tempo a fórmula de um artista que vende muito para outros nove que encalham, mas com os lucros desses “carros-chefe” minguando, não demora muito para que eles busquem outros modos de vender/distribuir seu produto — sem que isso seja sinônimo de processos contra usuários de rede de troca de arquivos. A golpe derradeiro que ainda falta é uma posição forte da ampla maioria dos artistas contra as gravadoras que os empregam, em busca da entrada do setor nesse admirável mundo novo. Quem ganha, no fim, é o ouvinte, que pode consumir o que quiser, sem ser enganado (vamos lá, ainda que você goste de Aerosmith, não vai querer levar todas as 12 músicas do disco, vai?).
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