
Continuando nossa listagem de piores bandas novas, mais dois exemplos do que não fazer me matéria de música.
The Babyshambles
Não vou falar mal do Libertines. Afinal, Carl Barat teve o bom senso de pedir a conta na hora certa (ou seja, quando a decadência era iminente).
Quando foi expulso do Libertines, Pete Doherty perdeu a principal fonte de dinheiro para suas drogas. Daí ele aproveitou sua fama e prontamente formou o Babyshambles. O problema é que você não pode estar doidão de heroina e cantar ao mesmo tempo (o que, aliás, foi o motivo pelo qual ele foi expulso do Libertines). O que ele fez então? Passou a se meter em uma série interminável de escândalos, de modo que a grana que ele ganha dos tablóides vai direto pra colher e dali para uma veia ainda não apodrecida.

Doherty ao vivo (ou seria morto-vivo)?
My Chemical Romance
Falar mal de Emo é algo que beira o senso comum. Particularmente, não tenho nada contra essa subcultura juvenil pós-moderna, portanto vou fazer uma análise dessa banda sem incorrer aos chavões normalmente associados à crítica do “movimento emo”.
Também não vou criticar o fato do vocalista parecer o Jack White (disso ele não tem culpa), de eu não poder levar a sério uma banda cujo baixista se parece comigo, nem de que um dos guitarristas (o gordo de cabelo ruim) parece saído do Bidê ou Balde (principalmente quando aparece usando gravata).
O motivo para detestar o MCR é mais simples. Antes, você deve baixar a música carro-chefe deles, “Helena”. Baixou?
Agora de play: esqueça as guitarras. A produção. O barulho. A bateria metricamente ajustada pelo ProTools. Concentre-se nos vocais. Na melodia vocal. Só nisso. A música vai… segue… chega no refrão. Agora, atenção no vocal do refrão.
É Sandy & Junior! Não propriamente alguma música deles, mas o estilo! Escuta os agudos! O modo de cantar as mazelas do coração! O falsete! Bizarro.
O cara do meio não é o Jack White. Antes fosse

