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Enquanto não confirmam quem entrará no lugar do Paul Weller, levanto aqui uma possibilidade: dias 29 e 31 de outubro o Spiritualized toca em Buenos Aires (sim, dois dias na capital portenha, e nenhum no Brasil).

Como a essa altura vai ser difícil trazer um astro do primeiro ou segundo escalão internacional, podiam trazer o Spiritualized, relativamente desconhecido no Brasil. Eu até aturaria o show do Camelo na primeira fileira por conta disso.

Dedos cruzados, sonhar é de graça.

PS: enquanto isso, no Terra, Jesus & Mary Chain tocam às 21h30, com Kaiser Chiefs fechando a noite “só com hits”. Acho que isso quer dizer que o show do Kaiser Chiefs vai ter uns 15 minutos, e uma hora de coveres, não?

Depois de cancelar os one-hit wonders do Gossip (alguém se importou) e dar como opção para quem comprou ingresso receber outro ingresso para qualque atração (hein? tá sobrando tanto ingresso assim?), é cancelada a vinda do reverendo Paul Weller, uma das poucas atrações de verdadeiro destaque (pelo menos para mim — era o único show que eu ia ver).

OK que o Tim Festival sempre prezou o ambiente semi-intimista em espaços para no máximo 4 mil pessoas, mas essa equação de atrações fracas + preços estúpidamente caros parece que está resultando em pouco interesse do público e, o que é pior, pouco interesse dos artistas (o Gossip pronunciou-se dizendo ter havido um trágico conflito de agendas, e o Paul Weller teve problema com o visto do pianista — e convenhamos, agendas e vistos são coisas que precisam ser vistas com um pouco mais de antecedência).

E assim caminha o últimos dos grandes festivais de rock do Rio. Não me surpreendo se não acontecer por aqui ano que vem, ou se mudar de nome mais uma vez.

Oct 28

Pílulas Timfa

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Ingresso caro, vans que deixam você longe da entrada (no meu caso, como cheguei mais cedo, o mané da van errou o caminho e se recusou a enfrentar o mega engarrafamento no aterro e me deixou na passarela mais próxima, ou seja, a cinco minutos de caminhada da Marina da Glória), filas dantescas (a primeira logo na entrada, antes do curral pelo qual era obrigado a passar), obras terminando em cima da hora, bebidas caras (água Schin a 4 reais?), e minha particular falta de ânimo com esse Tim festival. Nada disso conseguiu impedir que a noite de ontem fosse umas das melhores da minha vida, graças a apresentação de uma moça de quase 42 anos e energia de 20 adolescentes anfetaminados.

Björk é vida, tinha que ser direito de toda humanidade poder conferir ao menos um show dela em vida. Finalmente pude riscar da listinha de arrependimentos ter perdido os dois últimos shows dela no Brasil (em 96 e 98, respectivamente no Free Jazz — que não pude ir pela idade — e Close Up Planet — na ocasião, preferi conferir o show do Prodigy ao da diva islandesa, fato pelo qual me arrependia amargamente até ontem).

Cada show dela, em cada fase da carreira é um show diferente, mas apesar da passagem do tempo, a energia e vibração que emanam daquela mulher (absorvidaa e amplificadas pela multidão a sua frente, retornando ao palco em um curto circuito orgástico) é tão intensa que pouco importa que o último disco que eu tenha escutado dela direito tenha sido o Homogenic. Foi um show para marcar a vida.

Antony & The Johnsons. Não sabia que ele era tão gordo. Mas o que ele tem de grande, também tem de sensível e simpático. Excelente show, carismático, intenso, bonito. Delicado como as hipopótamos dançantes de Fantasia. E isso é um puta elogio.

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Ontem, domingo a noite, Janco Tianno e eu fomos ao Estúdio Coca-cola Armandinho e Dibob. E conversamos com os caras. O que é péssimo, quando se quer ser imparcial (ou melhor, deixar os preconceitos rolarem soltos).

A frustada tentativa de dar um mergulho gonzo pela night (ou melhor, matinê) da criançada não deu certo porque 1) Coca-cola não dá onda; 2) Dibob não é tão ruim quanto o nome indica; 3) os caras eram gente boníssima e competentes de palco.

Enfim, segue então, em partes, o relato do Estúdio Coca-cola. Começando pela minha entrevista com o Dibob:

Eu: Como foi ganhar o VMB, como artista do ano?
Dibob: Não ganhamos o VMB…
Eu: Vocês não são o NXZero?
Dibob: A gente é o Dibob…

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Confirmando: Devo cancelou as datas em outubro na América do Sul. Mas eles vem sim ao Planeta Terra, em novembro. Está confirmado no site deles, em um anúncio tosco e colorido.

Oct 04

Saudades #1

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Sinto saudades da maior revelação dance do ano passado : FHER CASSINI

Kasino

Afinal, não tenho autógrafo à toa.

Sep 25

DJ Gorky set

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Participação do DJ Gorky, do Bonde do Rolê, em um programa de rádio americano. Até aí, ok. Mas prestem atenção no link para download. Sim, indicação da Pitchfork, bíblia segundo a qual rezam 11 em cada 10 indies, indicando as maiores tendenças do mundo indie (e que, ao contrário da NME, não é apenas uma hypemachine).

Baixem sem medo (se você não tiver alergia a funk carioca). Baixe aqui (aqui a Pitchfork tecendo elogios ao Gorky).

Três gênios do humor nacional em busca de reconhecimento. Dois inimigos: o público e o mercado editorial brasileiro. Um documentário de oito minutos sobre suas reclamações.

Fiz esse documentário em 2004, e só coloquei agora no Youtube. Ok, os três conseguiram publicar seus livros. Mas legal ver como algumas das reclamações continuam pertinentes.

E Deus abençoe a internet.

links:

Malvados
, Allan Sieber e Mau Humor