Archive for September 2006

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Ainda devo o Dandy Warhols.

Mas antes, preciso me retratar junto aos leitores.

“This is such a pity”, do Weezer, é uma merda. Grande. Gigantesca. Desde o primeiro segundo, quando entra a guitarra transbordando chorus (efeito de guitarra muito popular nos anos 80, sobretudo no rock brasileiro — vide qualquer coisa da época do Lobão e Paralamas do Sucesso) e uma linha de teclado que faria o Frank Aguiar enrubescer de tão bizonha (parece um misto de trilha de Nintendinho com Van Halen).

Rivers Cuomo - Isto é uma pena

header blog dmoreaux 1 - Esse artigo foi escrito por D\'Moreaux

Finalmente, assegurei ontem meu ingresso para um dos shows mais aguardados dos últimos anos no Brasil.

Robbie Williams - Show do ano

Dez motivos para ver o show:

1) É uma oportunidade única. A maior estrela da música pop inglesa — talvez da mundial — da atualidade.

2) É como ver Liberace nos anos 50, Elton John nos 70, George Michael no início dos 90. Um artista que vai ser sinônimo de gay daqui a 20 anos, se apresentando como exemplo de masculinidade.

3) É o turnê mais concorrida do século XXI, batendo a turnê do N’Sync de 2000.

4) Ele é o maior astro em vendas da Inglaterra do milênio, batendo o Coldplay (e qualquer coisa que apareça em uma frase como “batendo o Coldplay” é boa).

5) Sing When You’re Winning, de 2000, é foda.

6) É o único artista contemporâneo que pode cantar standarts sem soar cafona ou debochado (Swing When You’re Winning, de 2001).

7) Dos artistas pop ingleses, ele é o mais rock’n’roll.

8) O ingresso tá mais barato que o do Franz Ferdinand — que se apresenta pela segunda vez esse ano.

9) Que New Order ou Patti Smith, o quê? Robbie Williams logo será clássico, e está passando no Brasil no auge.

10) “Angels”

E em janeiro, tem a grande tia. São tantas emoções…

Elton John - A tia no auge

Sep 13

Geek Update

No comment - Post a comment

header blog janco 1 - Esse artigo foi escrito por Janco Tianno

Steve Jobs não dorme mesmo no ponto.

Lançar o iPod nano em várias cores nem chega a ser brilhante. Passar o preto para 8 GB, entretanto, é foda.

Mas sensacional mesmo é o tamanho do novo iPod shuffle. E ainda mais legal é que ele é clip-on. Acho onda se as meninas começarem a usar de presilha de cabelo.

shuffle - O novo shuffle

E agora o foco vai ser em vídeo. A Apple conseguiu acordos que permitem vender filmes inteiros a partir de US$10, coisa totalmente sem precedentes. Claro que o fato de Mr. Jobs ser principal acionista da Disney deve ter alguma participação nisso…

Sep 12

Do You Want To?

No comment - Post a comment

header blog janco 1 - Esse artigo foi escrito por Janco Tianno

Quinta-feira, dia 14/09, o Franz Ferdinand volta ao Rio de Janeiro. Depois de um show entre o fodástico e o antológico em Fevereiro, a banda vai se apresentar numa provavelmente-não-lotada Fundição Progresso. Não dá pra entender essas coisas. Banda gringa, estouradaça, sucesso de público e crítica e ainda tem ingresso à venda.

Eu, que estava naquela catarse coletiva que foi o do Circo Voador não perco de forma alguma. Acho que ninguém deveria.

Mas se você 1) foi ao outro e acha que já viu o bastante ou 2) não foi, mas acha que não vai perder nada demais, ficam aqui três argumentos, cada um de um ponto de vista:

- De baixo: Circo Voador atropela Kapranos em Walk Away.
franzcirco2 - Franz no Circo Voador

- De cima: Take Me Out, tá?
franzcirco3 - Galera na arquibancada do Circo

- Da mesa de som (ou algo próximo): Walk Away, em áudio.

Tá bom pra vocês? De minha parte, tô lá, e torcendo muito pra eles tocarem Wine In The Afternoon, lado b do último single (Eleanor Put Your Boots On, em versão diferente da do disco, aliás), música que é o elo perdido deles com o britpop dos anos 90.

header blog mulder 1 - Esse artigo foi escrito por Eduardo Mulder

Durante essa semana rolou a notícia de que na madrugada do dia 3 de setembro policiais de Portland, EUA, prenderam o dj de mash-up World Famous Audio Hacker sob a “alegação” do dito cujo fazer copyright terrorism. Como muitos sabem, mash-up é a mistura de samples e pedaços de várias músicas sem a autorização de seus realizadores e/ou gravadoras, o que gera muita discussão.

É um hoax, mas se fosse verdade seria a primeira vez que isso aconteceria na terrinha lá do norte e abriria um grave precedente (desculpa?) facilitando a ação das majors em cima dos djs e produtores de mash-up.

(Haha. Falando assim até parece que é algo sério).

Pode-se conferir a história completa no site oficial do W.F. Audio Hacker.

Hoax ou não?

MySpace

header blog dmoreaux 1 - Esse artigo foi escrito por D\'Moreaux

Assim como o internacionalmente aclamado Bonde do Rolê, também vem de Curitiba a mais nova novidade do funk carioca, o Bonde das Impostora.

É hit do DJ Janco Tianno na pista Tilt!

Sep 07

The Maccabees

No comment - Post a comment

header blog mulder 1 - Esse artigo foi escrito por Eduardo Mulder

Já que o lance é criar hype, vamos lá!

The Maccabees é uma banda de Brighton (cidade natal de outras bandas como Kooks, Brakes, The Go! Team e o incrível Electrelane) na santa Inglaterra. É uma banda de guitar pop que assume a influência do Talking Heads (já virou lugar-comum), ou seja, não é nada de extraordinário. Mas é catchy e dançante.

maccabees

Os rapazes não têm um álbum lançado, mas podemos ouvir um EP You Make Noise I Make Sandwiches e três singles Precious Time, X-Ray e Latchmere, que é o grande hit. Essa música, que me parece uma mistura de Bloc Party com Dogs Die In Hot Cars, tem um clipe em stop-motion bem legal.

Veja The Maccabees – Latchmere
MySpace

header blog dmoreaux 1 - Esse artigo foi escrito por D\'Moreaux

Ame ou odeie Amarante e companhia: essas entrevistas são dois exemplos de mau jornalismo (além de deixar aquele gostinho de constrangimento em quem assiste).

Como diria Ana e Jorge, é isso aí:

Marcelo CAMPELO e parceria com Elis Regina

Amarante vs. jornalista de merda

header blog dmoreaux 1 - Esse artigo foi escrito por D\'Moreaux

2005: pro hype, foi há muito tempo. Pro Janco Tianno, é démodé. Para quem tem mais o que fazer, foi só mais um ano.

Listas de melhores do ano só servem para aqueles que se masturbam em cima de seus conhecimentos sobre assuntos que lhe agradam (discos, filmes, livros, gols, vinhos etc). Não tem nenhuma utilidade — prática ou teórica — para a maioria dos mortais; não melhoram em nada o mundo. Por exemplo: A Ghost is Born do Wilco — dito o melhor de 2004 –, não serve nem pra limpar a bunda do Lou Reed — que fez o melhor álbum de 1967, Velvet Underground & Nico, batendo Sgt Peppers e Their Satanic Majesties’ Request. Aliás, dá vergonha supor que o Jeff Tweedy está no mesmo patamar de Brian Jones e Paul McCartney. Mesmo até do Ringo.

Em suma: se a qualidade da produção musical fosse tal que se lançasse uma obra-prima por ano, talvez fosse relevante listar os melhores de cada década. Talvez.

Matisyahu - Tudo que você queria de um pop star

Bem, chega de digressão e vamos ao ponto deste post: os piores de 2005. Não lembro de nada do ano passado digno de ser camp (algo tão ruim que seja bom, como o filme “Showgirls“), ou algo tão ruim que seja melhor se esquecer (er… na verdade teve Matisyahu, mas essa anomalia do pop faço questão de fingir que não existe). Mas como esse site não estava no ar ano passado, e sendo sempre válido relembrar os erros do passado para não cometê-los novamente no futuro, escutem esses discos e aprendam o que não deve ser feito em matéria de música.

Moby - Hotel

Hotel - Pedala Moby!

Odiamos o Moby porque:

1) ele é cristão vegan, tem uma loja de chá e faz questão de afirmar isso a cada nova oportunidade;

2) ele é baixo, magro, careca, não sabe cantar e já pegou a Natalie Portman.

3) os publicitários o amam, tanto que 12 de cada dez comerciais do fim dos anos 90 / começo de 00 tinham uma música do Play (simplesmente todas as músicas do álbum foram licenciadas para algum comercial, e eram 18 faixas);

4) porque ele é, ao lado do Paul Oakenfold, o DJ mais hi-profile do mundo.

Na verdade, o único motivo pelo qual gostamos dele é porque o Eminem é seu inimigo declarado — e tudo que um rapper WASP do mainstream odeia deve ser bom. Se bem que o Moby nunca abriu a boca para defender sua honra ante as provocações do desafeto.

Se por um lado as músicas (as populares) do Moby são todas iguais, temos que concordar que elas funcionam — seja para criar um clima dramático, seja como trilha sonora não-enervante para lounges fino, seja como música de aquecimento em aulas de teatro amador. O problema é justamente quando ele fecha o “Moby Song Generator” do seu computador e se arrisca a fazer as coisas no braço; desce quadrado, machuca os ouvidos e não pega nem com macumba. A primeira vez que cometeu isso foi em 1997, com o disco Animal Rights, que fechava com “That’s When I Reach for my Revolver”, do Mission of Burma. A música, a mais emblemática do grupo, um denso e emocionante hino sobre o conformismo, é executada por Moby com bateria eletrônica do teclado de um cantor de churrascaria, e com empolgação, vibração e sinceridade que fariam qualquer cantor do Ídolos parecer o Iggy Pop.

Animal Rights foi tão ruim para a carreira do Moby que ele teve que fazer um upgrade no seu programa, criando o “Moby Song Generator 2.0″, responsável pela gravação de Play e 18, sem dúvida, pela transformação do nome Moby no que ele significa atualmente. Talvez querendo relembrar o gosto do fracasso, Moby mais uma vez abriu mão de seu programa e lançou Hotel, seu primeiro disco sem qualquer sample, no qual ele gravou todos os instrumentos (menos bateria), adotando uma pose mais “rockeira”. O resultado é um conjunto de faixas sem coesão (a não ser pela ruindade), marcado por letras mongolóides (como em “Beautiful”, sobre o amor entre celebridades), canções “politizadas” com a pegada de um Jota Quest tentanto ser pesado (”Lift Me Up”) e outra vez, uma tentativa fracassada de cover (”Temptation”, uma das músicas grudentas do New Order, transformada em uma coisa broxante sem emoção com uma voz feminina de dar sono).

Não bastasse tudo isso, a primeira edição continha um CD bônus de música ambiente inspirada em… hotéis (antes a inspiração fosse motéis, corria o risco de ser mais empolgante). O CD é tão desesperadamente chato que a única desculpa para sua existência é se for dedicado a pessoas com insônia por conta de jet-lag.

Weezer - Make Believe

Beverly Hills - Faz de conta que não aconteceu

Imagina a cena: você está casado há 15 anos e descobre a sua mulher na cama com outro. Não bastando isso, quando ela abre a boca confessa que está com aids há pelo menos 10 anos. Se eu fosse fã do Weezer, me sentiria assim quando escutei Make Believe. Como não sou, foi só como se Rivers Cuomo tivesse me dado uma tijolada na cabeça — se não matou, pelo menos serviu de aviso para nunca mais chegar perto de qualquer coisa ligada ao nome Weezer.

O lançamento do álbum foi mais ou menos como uma declaração do papa de que Jesus não existiu: um atestado da autoridade máxima sobre a banda (no caso, próprio Cuomo) de que tudo foi uma fraude, que o Blue Album e Pinkerton foram exceções, erros de percurso, e que o lance mesmo é rock farofa ruim. Aliás, só se enganou quem quis: antes do Weezer, Cuomo era guitarrista de uma banda de hair metal, o Avant Garde.

O disco parece uma sucessão de piadas de mal gosto atrás da outra. “Beverly Hills” tem a letra parece um tipo de piada interna que apenas os milionários podem entender, cantada sobre uma base plagiada de “We Will Rock You” e “I Love Rock’n’Roll”. “We’re All On Drugs” é provavelmente o ponto mais baixo da carreira da banda. É o tipo de canção que você esperaria de alguém que já se picou com tudo (Tommy Lee, Peter Doherty), e o fato de vir de alguém que alega ser um mestre iôgue naturalista formado em Harvard serve como evidência de que há coisas que causam mais danos ao cérebro que crack (no caso, seja lá o que o Cuomo toma no café da manhã).

O golpe derradeiro é “This is Such a Pity”: a música começa e você pensa: “Uau, pelo menos uma música boa, apesar dos arranjos de teclados completamente anos 80. Mas sabia que o Rivers ainda fazer refrões, não ia me decepcionar totalmente”. Aí chega o solo, com um duelo de guitarras que parecem retiradas da trilha sonora de “Top Gun“. Pronto, a gargalhada final de Rivers Cuomo e Rick Rubin (produtor do álbum, que já havia cometido “Walk This Way” do Run DMC com Aerosmith, e alguns discos do Danzig, Red Hot Chili Peppers, Slayer e Sistem of a Down — dá para sentir um certo padrão nas atrocidades cometidas, certo?).

… ainda falta The Dandy Warhols - Odditorium or Warlords of Mars

volte mais tarde!

Sep 05

MySpace do dia

No comment - Post a comment

header blog dmoreaux 1 - Esse artigo foi escrito por D\'Moreaux

Ou: antes que o Janco Tianno me acuse de não promover o hype

V/Formation (ex-Ponies): excelente banda de Belfast. Juntos a pouco tempo, já abriram para Zutons e Ash. Se o som não traz nada de inovador, também não remete de cara a alguma outra banda (defeito da maioria das bandas recentes).

v/formation

Site oficial