Archive for October 2006

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Eu poderia dizer que isso é só uma forma de flashmob, que é coisa de paulista, que é coisa de quem não tem mais o que fazer. Mas a verdade é que eu tenho medo de zumbis* (não de um só, mas de todo um surto deles) e achei a idéia excelente: Zombie Walk, em São Paulo, dia de finados (2/11).

E solto o plano no ar: alguém se dispõe a fazer o mesmo no Rio ano que vem?

* duas coisas me dão medo nesse mundo (ou no outro): os xenomorfos da série Alien e zumbis.

Podcast da semana passada. Problemas técnicos (ou melhor, sem tempo de fazer upload) me impediram de postar o podcast na última quinta (e o Timfa e meu Pense Bem impediram de fazê-lo no finde).

Essa semana:

The Hot Puppies - The Girl Who Was To Beautiful
Tv On The Radio, Trent Reznor & Peter Murphy - Bela Lugosi is Dead
Larrikin Love - Downing St. Kindling
Dustin’s Bar Mitzvah - Kick Him Out
The Hold Steady - Stuck Between Stations
Legion of Doom - Crazy As She Goes (Gnarls Barkley vs. The Raconteurs)

Fundo: Jesus & Mary Chain - Surfin’ USA

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Já falei do TV on the Radio. Agora, outras impressões do Tim Festival

Foi grande a movimentação de gente entrando no Tim Stage quando o Yeah Yeah Yeahs começou a tocar. Mas foi ainda maior a quantidade de gente saindo depois de três músicas. Levei um susto, lá de fora não parecia estar tão ruim — se bem que de fora você não via a cara nem as roupas horrendas de Karen O.

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Thievery Corporation me pareceu o Manu Chao mais limpo e bem vestido. Ou seja, sem graça. Música latina para gringos. Não irritava, a platéia estava bem animada e o som era bem dançante, mas nada ficava gravado depois de um minuto. Por isso tenho os dois pés atrás bandas de produtores tocando ao vivo.

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Finalmente a banda de funk carioca mais famosa do momento se apresentou no Rio. Depois de excursionar a Europa e EUA, o Bonde do Rolê passou por seu batismo de fogo em palcos cariocas. Não poderia ter sido melhor, uma vez que, send eles o tipo de banda “ame ou odeie”, não houve objetos ou xingamentos atirados ao palco, e eles conseguiram de fato empolgar a platéia, coisa que o Lado 2 Estéreo não conseguiu ano passado, abrindo para o Arcade Fire.

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Aliás, não sei qual o critério de escolha das bandas nacionais de abertura do Tim Festival. O Bonde do Rolê funcionou, mas bem poderia ter sido massacrado por fãs do TVOTR e do Thievery Corporation (como o L2E foi ano passado pelos fãs do AF e Wilco).

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Dei um presente para Marina, do Bonde do Rolê. Enquanto ela se contorcia no chão, acertei-a em cheio no rosto com um button (ou seria botton?) do bonde. Imediatamente ela pegou-o e integrou-o ao figurino.

bondeedeise - bondeedeise

O bonde e e seus convidados especiais: Deise Tigrona e seu futuro filho.

bonde - bonde

O bonde e os contorcionismos de Marinão. No detalhe, o presentinho.

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Que se fodam os detratores. Que se fodam os que não acreditam que é não há mais bandas de rock boas surgindo por aí.

Dito isto, vamos falar sobre o show do TV on the Radio. Não tinha como ser bom. Se ano passado o show foi cancelado pela morte do pai de Tunde Abedimpe, esse ano a American Airlines tentou sabotar com o extravio da aparelhagem da banda (que tocou com instrumentos gentilmente emprestados pelo Thievery Corporation).

Ainda assim, a banda conseguiu fazer uma apresentação incrível. Se por um lado não estar tecnicamente perfeito — o sax quase não aparecia; o taciturno Kip Malone estava visivelmente mau humorado, ainda mais depois de tentar entrar no evento pela entrada do público e ser barrado pelos seguranças (isso aconteceu na minha frente, quando eu estava entrando); David Sitek passou pelo menos um quarto do show agachado tentando ajustar o timbre da guitarra e os pedais, antes de ter o amplificador substituido — era intensa a energia que emanava do palco, com Tunde Abedimpe em estado de graça com a calorosa resposta do público cada música, numa perfeita sinergia.

Eu mesmo não esperava ver um público tão agitado. Não foi como no ano passado, quando o Arcade Fire se assustou com o público insandecido, mas eu não esperava que a resposta ao TV on the Radio (que tem uma sonoridade mais difícil de ser apreciada e não tem nenhum disco lançado no Brasil) fosse tamanha a ponto de, no final do show, literalmente quase porem a baixo o Tim Lab com tamanho pisoteamento da pista e batidas na grade que separava público do palco — o que fez com que a banda do Brooklin voltasse ao palco para um bis não planejado (o que não aconteceu com o Arcade Fire ano passado, apesar do clamor do povo).

No bis, uma curiosidade: David Sitek na bateria, tocando “Bomb Yourself”.

Confesso que me surpreendi com o som deles ao vivo. Sou fã dos discos deles, mas já havia escutado algumas gravações ao vivo e achei fraco, sem a profundidade e texturas sônicas e nuances das gravações de estúdio, de modo que estava com um pé atrás em relação ao show. Mas enfim, a performance deles foi um deleite sonoro de onze músicas, uma tradução muito fiel das sensações gravadas em disco (muitas vezes com auxílio da eletrônica, totalmente tocada com instrumentos humanos).

Vídeos que gravei da fila do gargarejo:

“Staring at the Sun”

“Wolf Like Me”

“Dreams”

Tem mais vídeos nesse profile do Youtube.

direto do Baratos da Ribeiro

CLUBE DO VINIL :: SEBO BARATOS DA RIBEIRO :: NESTA QUINTA :: 26 out

ESPECIAL >>> HANG THE DJ <<<

O DJ Ácaro entrega as pick-ups à equipe da festa “Hang The DJ”, balaio itinerante (Casa da Matriz, Centro Cultural dos Arcos, Fosfobox) onde se cultua o rock´n´roll mais provocante & dançante da mais atualíssima safra.

Pedro Rios, Eduardo Mulder, Janco Tianno e D’Moreaux aproveitarão o mergulho no acervo de 6 mil LPs do Sebo para se aventurar também nos velhos discos que servem de inspiração às bandas que hoje carregam a tocha da guitarra distorcida. Quem quiser saber mais sobre a festa pode dar um bizu em http://blog.hangthedj.com.br/

ENTÃO EXPLICANDO O BOROGODÓ:

Só discos de vinil + Rock´n´Roll + bar de bolso + gente afável + sorteio de entradas pra festas + papo furado + os 15 mil livros do sebo ao redor + locuções canhestras + amigos potenciais + os enroladinhos de carne da Janaína

ENTRADA FRANCA :: das 20 às 24h :: QUINTA-FEIRA 26

Mais informações em
www.vespeiro.vipflog.com.br (INCLUINDO SETLIST DO ÚLTIMO CLUBE)
www.baratosdaribeiro.com.br

SEBO BARATOS DA RIBEIRO :: Rua Barata Ribeiro 354 :: Tels. (021) 2549 3850 ou 2256 8634

Resumindo: amanhã a gente vai tocar vinil em Copa! De grátis! \o/

Oct 25

Myspace do dia

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Private Dancers

Banda do Rio, do legendário Marcelo Piccoli (que recentemente saiu e parte para uma estada de dois anos na Bélgica). Indie rock electro (na demo, ao vivo é rock’n’roll). Confiram “Well Well Girl” e seus sintetizadores saídos de 1985, e fiquem de olho.

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Ou “cena social partida” (Broken Social Scene), nome pelo qual eles são conhecidos.

Incrível como o trabalho de dois caras, inicialmente uma banda de rock ambiente, pode ser transformado em algo explosivo, contagiante, catártico e ainda assim coeso. E isso meio que sem querem, já que Brendan Canning e Kevin Drew, os dois membros originais do BSS, convocaram amigos para se juntar a banda basicamente pois não podiam reproduzir sós os sons do primeiro disco ao vivo.

You Forgot It On People é um dos meus discos prediletos. São 13 faixas, quatro instrumentais (dentre as quais se destaca “Pacific Theme”, uma canção com ares tropicais, uma guitarrinha surf music, um clima mezzo alegre mezzo melancólico) e nove canções que vão ao limite absoluto entre o alternativo e o pop, nas quais os vocais são trocados diversas vezes, entre homens e mulheres. Fazem parte da banda, além de Brendan Canning e Kevin Drew, Justin Peroff, Charles Spearin, Andrew Whiteman, Jason Collett, David Newfeld, Leslie Feist, Emily Haines, James Shaw, Evan Cranley, Amy Millan, Ohad Benchetrit, Martin Davis Kinack, Jo-ann Goldsmith, Torquil Campbell, John Crossingham (nem todos em turnê ao mesmo tempo, que fique claro) e já passaram Lisa Lobsinger, Julie Penner e Bill Priddle.

(Não vou listar todos os projetos paralelos de todos os citados acima, até porque para muitos o BSS é o projeto paralelo. Mas para ter uma idéia do calibre desse povo, cheque o site da gravadora deles, Arts & Crafts, e note que 90% das bandas ali dividem membros com a cena partida).

Contra toda probabilidade, a mistura de opiniões e gostos não criou um disco com cara de coletânea, mas um trabalho único, com um blueprint (desculpem o uso do termo em inglês mas não acho nenhum melhor agora) inigualável, inimitável. De dar inveja e desejar ter participado.

BSS

PS: se relembrar é viver, então vale a pena viver de novo a segunda edição do podcast da Hang The DJ, com o tema Canadá.

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Essa semana os DJs da Hang The DJ serão os convidados da festa “Clube do Vinil”, no excelente sebo Baratos da Ribeiro, na rua… Barata Ribeiro.

Logicamente, os DJs tocarão com vinis, em sua maior parte do acervo da própria loja. Oportunidade única de ver Pedro Rios, Eduardo Mulder, Janco Tianno e D’Moreaux improvisando com sons não tão novos e com o clássico barulhinho bom de agulha arranhando vinil.

E o melhor é preço: grátis! E com o bar lá dentro é tem preços super camaradas.

Nos vemos lá, quinta-feira, 26, a partir das 20h.

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(Que nem drogado em reabilitação: é um trabalho constante, que precisa ser minuciosamente repetido semana a semana.)

Conseguimos e pela segunda semana consecutiva postamos o podcast na quinta-feira. Nesta edição:

1) Jarvis Cocker - Running The World
2)Charlotte Gainsbourg - 5.55
3)The Rakes - Just A Man With a Job
4) Hot Club De Paris - Sometimesisbetternottostickbitsofeachotherineachotherforeachother
5) Zero 7 - You’re My Flame
6) Jens Lekman - You’re The Light

A qualidade não é das melhores - capturado da TV com uma câmera digital, aparentemente - mas merece o registro. O mini-doc que a banda gravou na turnê latino-americana de fevereiro já está no Youtube, dividido em 3 partes.

Parte 1:



Parte 2:


Parte 3: