Archive for October 2006

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Do site de notícias do Terra (e olha que não o excelente Terra Popular):

Maníaco do Dedo faz mais duas vítimas no Rio

O sujeito invade a casa de mulheres em Nova Iguaçu (RJ), as rende, chupa dedos dos pés e rouba alguma coisa. Não, ele não estupra, apenas chupa os dedos dos pés, e deixa recados obscenos nas paredes.

Se todo maníaco sexual fosse assim…

header janco - Por Janco Tianno
Atualizando um post de algumas semanas atrás, aqui vai o vídeo de Running The World, música de lançamento do primeiro cd solo de Jarvis Cocker. E com letra pra cantar junto!

Música que, aliás, também está no nosso podcast dessa semana. Já ouviu?

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Que Mãe Dinah o caralho. Vidente é o Janco Tianno. Depois de martelar meus ouvidos falando em The Kooks, agora é a vez de adivinhar outra banda-capa da NME, The Automatic.

the Automatic - Capa da NME

Só pra confirmar, olha comentário que ele deixou da outra vez que eu comentei o poder de médium dele (então no blog do podcast:

“e ali no outro canto acima, The Automatic. tem mais futuro ainda!”

Sabe tudo.

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Isso mesmo: depois de mais de três meses de preguiça voltamos com o Podcast da Hang The DJ.

Essa semana, algumas bandas que comentamos como o …Trail of Dead e The Killers, e outras que ainda falaremos, como Beck (e seu novo álbum).

Alguns comentários sobre as músicas:

– “Eight Day Hell”, do …Trail of Dead, é uma quase canção perdida dos Beatles (ou seria do Turtles?) Boa música, apesar de ser um exemplo do rumo (perdido) tomado pela banda.
– coloque “Bling”, a odiável música do cachorro morto The Killers, para tocar. Feche os olhos. Imagine guerreiros viking descendo uma montanha a cavalo, em direção a um vale cheio de ogros. OK, se “Bling” fosse cantada por uma mulher, seria Evanescence.

O playlist é:

…And You Will Know Us By The Trail of Dead - Eight Day Hell
The Killers - Bling (Confessions of a King)
Scissor Sisters - I Can’t Decide
Beck - Nausea
The Fratellis - Henrietta
Robots in Disguise - You Really Got Me

Fundo: Ishigaki Airi - Anarchy In The UK

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Se você não sabe direito o que é podcast, dá uma olhada aqui.

header janco - Por Janco Tianno

Só pra dividir isso aqui com vocês mesmo.

riaa - RIAA

E atenção: o podcast da Hang the DJ volta ainda essa semana!

Mais sobre isso em poucos dias.

header mulder - Por Eduardo Mulder

Esse foi um bom ano para mim no Festival. Desisti de ver apenas 2 filmes e, dentre os que vi, a maioria ficou acima da média. Estava animado e me deixando levar pelas histórias. Justamente o contrario do ano passado, que foi um senhor desastre apesar de ter visto filmes excelentes.

Eis a minha listinha mais do que pessoal de filmes bons e ruins desse ano com um singelo comentário. Sem ordem de preferência, lógico.

Anfitrião e Convidado (Host and Guest / Bangmunja), 2005, Coréia do Sul, dir. Shin Dong-il.

Professor comunista fracassado e em crise encontra redenção ao conhecer rapaz religioso. Excelente filme da recente safra coreana. Faz algumas referências bem legais a outros filmes.

host and guest - protagonistas

Man Push Cart, 2005, EUA / Irã, dir. Ramin Bahrani.

Ex-cantor paquistanês tenta sobreviver em NY vendendo bagels e café. O protagonista tenta, tenta e tenta. Quando tudo parece dar certo, se ferra bonito. É triste.

man push cart - poster

Fast Food Nation, 2006, EUA, dir. Richard Linklater.

O que acontece por trás da indústria de fast food estadounidense. Filme de diretor queridinho do povo cult e baseado em um best-seller de Eric Schlosser. Tem elenco e roteiro ótimos. Trilha sonora original muuuuito boa feita pelo grupo Friends of Dean Martinez.

Fast Food Nation - Poster

Irmão Padre, Irmã Puta (Princess), 2006, Dinamarca, dir. Anders Morgenthaler.

Missionário volta pra casa após saber da morte da irmã – uma famosa atriz pornô. Apesar do péssimo título em português é um filme fantástico em animação e com algumas cenas em vídeo com atores reais. Chega a ser bastante cruel. Melhor filme do fraco Midnight deste ano.

Princess - Poster

L’Enfer (Inferno), 2005, França / Itália / Bélgica / Japão, dir. Danis Tanovic.

Filme sobre a vida de três irmãs que possuem um passado trágico e um presente em crise. É o segundo filme de uma trilogia baseada no roteiro do finado Krzysztof Kieslowski. O primeiro foi Paraíso (Heaven) de Tom “Corra Lola Corra” Twyker. Como todo filme de Kieslowski o espectador fica intrigado com o que acontece. Tudo é explicado depois de vários minutos. Tem cenas lindas.

L\'enfer - Poster

Réquiem (Requiem), 2006, Alemanha, dir. Hans-Christian Schmid.

Nos anos 70, garota, que sofre de epilepsia sem que os médicos saibam a causa da doença, começa a ter ataques cada vez mais fortes. A super-religiosa família e um amigo sacerdote acham que ela está possuída pelo demônio. O filme é fantástico pois foge do clichê “O Exorcista”. Não é sobre a parte mística e sim psicológica do processo. A atriz principal mereceu o Urso de Prata no último Festival de Berlim.

Requiem - Poster

Na parte 2 os melhores documentários.

(agradecimentos mais do que especiais a Paloma - oficial companheira de filmes do Festival. E a Gabriel Ninô - revisor de prontidão).

header mulder - Por Eduardo Mulder

E bizarramente mais um avião cai em NY. Maldito dia 11.

Leia no BBC News.

Ouvi dizer que esse atentado foi realizado por Janco Tianno em represália ao novo cd do The Killers.

Foto: Keith Bedford

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

A Tower Records, que já foi uma das maiores redes de lojas de discos, finalmente foi pro saco, após um longo processo de falência.

É apenas mais um dos muitos sinais do fim do disco. Calma, artistas não deixaram de gravar álbuns, nem gravadoras vão deixar de existir. Mas o movimento não só para o aumento do comércio eletrônico, mas também para novas mudanças nas leis internacionais de copyright, e uma revisão sobre como aproveitar as redes de trocas gratuitas de arquivo, será necessária para que a toda poderosa indústria fonográfica não termine por ruim. Enquanto isso, mais artistas buscam meios alternativos de divulgação e distribuição de seus trabalhos, e gravadoras e distribuidoras independentes, ainda que sem lucros astronômicos, fazem o trabalho de lançar novos produtos no mercado.

Está chegando ao fim a mentalidade do artista que grava disco com apenas uma música de trabalho (o exemplo que me vem a mente na hora é o Aerosmith). As grandes gravadoras ainda vão explorar por algum tempo a fórmula de um artista que vende muito para outros nove que encalham, mas com os lucros desses “carros-chefe” minguando, não demora muito para que eles busquem outros modos de vender/distribuir seu produto — sem que isso seja sinônimo de processos contra usuários de rede de troca de arquivos. A golpe derradeiro que ainda falta é uma posição forte da ampla maioria dos artistas contra as gravadoras que os empregam, em busca da entrada do setor nesse admirável mundo novo. Quem ganha, no fim, é o ouvinte, que pode consumir o que quiser, sem ser enganado (vamos lá, ainda que você goste de Aerosmith, não vai querer levar todas as 12 músicas do disco, vai?).

http://www.pitchforkmedia.com/article/news/39026

Oct 11

Tão dividido

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header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Assim me sinto depois de escutar o novo álbum do … And You Will Know Us By The Trail of Dead, misteriosa banda de Austin, TX (o mistério fica por conta da quantidade de mentiras que os caras contam, sobre suas origens, influências etc).

So Divided é disco é o quinto da banda, e o terceiro pela major Interscope. Depois de dois discos melódicos e furiosos (remetendo a Sonic Youth e Mission of Burma), o primeiro pela gravadora foi o excelente Source Tags & Code, um dos melhores discos da década e de todos os tempos, uma das raríssimas notas 10,0 da Pitchfork, meu disco predileto e a perfeita combinação entre indie rock, experimentalismo, punk, space rock com uma pitada de dream pop. Em seguida, veio a apreensão da “obra seguinte”, e a decepção de Worlds Apart, um trabalho pretensioso, pouco coeso e que teve reações medianas da crítica e público.

Estava criado o cenário para o lançamento do quinto álbum: se por um lado os fãs ansiavam pelo próximo passo, a mídia não mostrava tanto interesse (afinal, a seqüência de uma obra-prima chama atenção, e não a de um fiasco). A crescente tensão no relacionamento entre a banda e a gravadora (acusações de pouca promoção, pouco espaço na mídia etc) levou ao adiamento da data de lançamento do dia 3 para o dia 24 de outubro, e depois para o 14 de novembro, e isso culminou na decisão da banda deliberadamente vazar o álbum na data inicial para o lançamento.

O disco novo é o mais fraco: não dá para sacar se o disco é realmente sério, apontando para os novos rumos da banda (no caso, os anos 60 e 70 e o rock progressivo), ou se o disco é uma piada deliberada contra a gravadora, na qual eles tentam emular Pink Floyd e Beatles sem perder seus fãs. Talvez a maior qualidade do AYWKUBTTOD era saber dosar momentos de calma com tremendos esporros, e em So Divided eles não acertam a mão (os constrastes são tão grande que soam caricaturas de Pink Floyd). E até mesmo no irregular disco anterior havia bons momentos (”Caterwaul”, e em menor escala as razoáveis “Worlds Apart”, “Rest Will Follow” e “All White”). A única música do novo disco que realmente salta aos ouvidos é “Witches Web”, que na verdade é uma regravação de um antigo lado B.

Enfim, fico dividido entre achar que Source Tags & Code foi o trabalho de uma banda genial ou mero acidente de percurso. Enfim, o fato é que este disco existe, e por ele serei eternamente grato a essa banda. Após o iminente rompimento com a gravadora, resta saber se ainda sobrará alguma força criativa ousada o suficiente para tentar fazer um novo álbum que ao menos faça juz ao que eles já foram um dia.

header mulder - Por Eduardo Mulder

Caramba!

Google compra YouTube por $1.650.000.000,00.

Leia na BBC News.

Veja o que os fundadores do YouTube acham disso.

Meninas : acho que eles são solteiros. Aproveitem.