Archive for November 2006

Essa semana, um overview sobre bandas que comentamos recentemente no blog, além da nova do Bloc Party. É só clicar aqui.
Pigeon Detectives - I Found Out
Maccabees - Latchmere
Holloways - Two Left Feet
Rifles - Peace & Quiet
Get Cape. Wear Cape. Fly. - Call Me Ishmael
Bloc Party - Hunting for Witches
fundo: 747s - Rain Kiss
E semana que vem, 20 edições, e um especial só com coveres.

Deus existe. E ele foi filmado tocando baixo e bateria eletrônica, com uma camisa oficial da Seleção brasileira escrita Peter Hook.
Vídeos do New Order
She’s Lost Control (música inteira)
Temptation (trecho)
Perfect Kiss (trecho)

O Libertines tem um lugar meio inusitado no meu histórico musical. É que eles foram personagens do que considero a maior heresia em uma escalação de festival a que assisti, quando tocaram depois de um acachapante Primal Scream (no TIM Festival de 2004). Nem saberia dizer se foi um bom show - mas duvido, a banda estava no meio do turbilhão de problemas que levou ao seu esfacelamento - porque meus ouvidos não estavam mais funcionando a contento.
Mas esse post não é pra falar de Bobby Gillespie e cia., e sim do Libs. Na verdade, é mais pra dizer que quando Pete Doherty saiu da banda para se dedicar aos tablóides ficou um vácuo. O Libertines implodiu, mas ficou a demanda por aquele rock sujo e pegajoso feito chão de boate na zona portuária. E, não deu outra. Dá pra ouvir Libertines em muita coisa que tem aparecido por aí.
Uma banda legal deu duas fraquinhas. Mas inspirou outras bem interessantes.
E o mais engraçado é não são as bandas dos ex-libertinos que estão fazendo isso melhor. O Babyshambles é no máximo um passatempo que a gravadora deve bancar pra tentar fazer Pete Doherty chegar aos 30*, e o Dirty Pretty Things dos outros ex-membros lançou um disco mediano que só provou que era realmente o menino-problema da Inglaterra quem fazia a banda funcionar.
Mas quem curtia o som não precisa se preocupar. Se tem uma coisa que não parece em falta no novo rock inglês é bandas postulando o cargo de “Novo Libertines” (eu já avisei que curto esses rótulos).
Fratellis
Henrietta parece pacas com músicas como Up The Bracket. Mas aí, poderia ser assim nas mais animadas, né? Mas aí você pega uma mais calma, como Whistle For The Choir e parece com… uma música calma do Libertines. Ah vai, eles usam até os chapéus iguais.
Com 2 singles muito bem-vendidos lá fora e um álbum lançado em Setembro, a banda de Glasgow deve ser a que melhor se aproveitou do espaço aberto - e da demanda não satisfeita - pela separação de Pete e Carl.
Henrietta, primeiro single da banda.
The Rifles
Indo pra uma linha um pouco mais calma, mas sem perder os riffs, refrões e ritmo acelerado, o Rifles vem fazer uma ponte entre o som do começo dos anos 00 com o do fim dos anos 90. Tem melodias bem britpop ali, uma música lembra Ash, outra Lush. Só que tá acelerado. Pacas.
Vídeo de Peace & Quiet
Larrikin Love
Essa é a maior forçação de barra dessa lista. É que no som do Larrikin Love não tem tanto Libertines quanto em outras bandas. Mas é que também, tem pouca coisa que não tem no som dos caras. Eles vão do quase-ska (com ecos de Specials em Meet Me By The Getaway Car) até quase-música celta (em It’s A Long Way Home To Donegal). Mas algumas de suas melhores músicas tem elementos que a aproximam das outras bandas citadas aqui.
E além disso, eu tava já esperando uma oportunidade pra falar deles.
Vídeo de Downing Street Kindling
The Holloways.
Left Feet foi a música que me deu a idéia desse post. Tá, o vocal é um pouco mais limpo. É como o Libertines soaria se Pete Doherty não tivesse passado os últimos cinco anos under the influence.
Além disso, o fato do disco deles se chamar So This Is Great Britain me lembra que o Doherty tem uma música do começo dos Babyshambles chamada Albion. Eu já disse que faço associações nada a ver.
Vídeo de Two Left Feet
Eu comecei a listar bandas pra esse post e não pararam de me ocorrer nomes. Pra não ficar extenso demais, separei quatro que já tem disco lançado. Poderiam ter entrado bandas como Bromheads Jacket, The Pigeon Detectives, Milburn, Good Shoes… Todo dia aparece uma nova. E se você achar que faltou alguma, sugere aí.
E, por fim, fica a dúvida. De que banda dessas sai o novo namorado da Kate Moss? Já que o Pete Doherty não chega aos 30.
*Ou não. Pode ser também um jeito de mantê-lo viciado e fazê-lo virar mártir. Também funciona.

D’Moreaux perdeu o controle, gastou (ou melhor, investiu) 100 paus para não se arrepender. Algumas de suas considerações sobre o show do New Order no Rio, ontem a noite.
1) não sei quem inventou essa história de Peter Hook ser Deus. Só sei
que estava certo.
2) a acústica do Vivo Rio é uma merda. o ar condicionado funciona, o
PA me pareceu excelente e bem equalizado, mas conseguiram a proeza de
montar um espaço de show que em vez de reverberar o som dá um eco de
meio segundo — sem exagero –, principalmente nos pratos e caixa da
bateria. Confirmando que qualquer coisa relacionada a Vivo não pode
ser boa.
3) set list:
“Crystal”
“Regret”
“Ceremony”
“These Days”
“Transmission”
“Krafty”
“Waiting for the Sirens Call”
“Your Silent Face”
“Turn”
“True Faith”
“Bizarre Love Triangle”
“Temptation”
“Perfect Kiss”
“Blue Monday”
Bis:
“She’s Lost Control”
“Love Vigilantes”
Segundo Bis:
“Love Will Tear us Apart Again”
3) só faltou “Atmosphere”
4) se peter hook é deus, o supersize bernard sumner é o bom velhinho.
5) ainda sobre o som, comentário de um conhecido: agora eu sei como
foi o histórico show de 88 no maracanazinho — lindo com um som de
merda.
6) banda antiga + ingresso muito caro = público mais velho. deu pra
ficar pertinho do palco e ainda encontrar espaço pra respirar.
7) só faltam 2 (talvez 3) shows que realmente ainda preciso ver antes de morrer.
Bernard Sumner desafiiiina, mas compensa com as dancinhas. e dessa
vez o erros de entrada tinham a desculpa do delay no som.
9) técnica é o caralho, pose e atitude é tudo. Peter Hook é o cara.
10) Quero ser o Peter Hook quando eu crescer.
11) o que que é blue monday ao vivo… meu deus. e serinho… nunca
pensei que fosse ver “Love Will Tear Us Apart” tocada ao vivo pela
banda original (ou a maior parte dela).
12) senti maior clima de fim de carreira. mas no bom sentido, saindo,
se não no auge, em boa forma.
13) OK, o primeiro show do Franz no Rio foi o show do ano. Mas o New Order foi show da vida.
Quem mandou lidar com criança?
Banho do patrão

O clássico vídeo do Dado Dolabella vs. João Gordo no Gordo à Go Go (acabou o programa? Era excelente).
O JG até tava levando na moral até o Dado (provavelmente cheirado) se levantar empunhando o machado. Incrível, a entrevista dura menos de três minutos. Constrangedor. Sensacional.

Ele já lutou com zumbis, ele já dançou sozinho. Agora, sonha com um Natal branquinho.
Palmas para Billy Idol. Por conseguir gravar uma música do Bing Crosby com as mesmas caras e bocas de sempre. E com direito a soquinho de punho cerrado, claro.
E o mais bizarro: vem aí um disco natalino da criatura. Já sabe o que dar praquele seu primo que fala que você não escuta rock de verdade porque não curte Guns, né?

Quem nunca sonhou em ter o seu personal Beach Boy? Bem, eu não. Mas agora qualquer um pode ter o seu próprio Brian Wilson por apenas U$75,00.
Isso mesmo, bonecos do Brian Wilson. E sem desordem bipolar e perfeccionismo megalômano. Pensando bem, melhor ter o boneco por perto do que o próprio homem.
Se você quiser o boneco com autógrafo, basta pagar US$150. Mas corra, a tiragem é limitada a 300 exemplares. A venda em BrianWilson.com.
fonte: Pitchfork

Semana passada ouvi umas presepadas interessantes. Veja só :
Hot Hot Heat - Bandages (acoustic) : Caramba, chega né? Espero que não toquem essa versão no Nokia.
Art Brut - The Great Escape : Divertido cover da descartável banda We Are Scientists. Só gostei porque a voz do Eddie Argos muda completamente a música.
We Are Scientists - Hoppipolla (acoustic) : Por falar nela… Ora bolas, cover desnecessário da linda música do Sigur Rós. Soa Emo!
Green Day + U2 - The Saints Are Coming : Fechando o post de hoje com a presepada maior. Não ouvi a versão original do The Skids, mas essa é bem chatinha.
O clipe :


