Archive for October 2007

Antes de mais nada: Juliette Lewis é uma excelente atriz. Se eu quisesse pagar ingresso pela interpretação, ia ao teatro. E eu curto muito o primeiro disco do Killers. Mas no segundo tem Bling, e eu acho que uma banda que faz isso não merece meu dinheiro. Portanto, ignorei solenemente a hipótese de gastar uma pequena fortuna por essa dobradinha. Muita gente elogiava no fim, e até às 6h eu via gente andando (cambaleando, na verdade) pela Marina da Glória com a peninha azul que eu realmente espero que tenha sido distribuída e não comprada ou combinada por fã-clube.

Por esses motivos, a razão do meu deslocamento até lá ontem era basicamente uma só: Gregg Gillis, também conhecido como Girl Talk. E… bom, eu ainda não consegui descrever muito bem pra mim mesmo o que aconteceu ontem, mas vamos dizer que eu estou considerando a inclusão de um cara e seu laptop nos melhores shows da minha vida.

O cara pegou uma pista vazia: a apresentação do Spank Rock foi bem burocrática, o que fez muita gente mudar pra tenda funk e pra eletrônica. Andei pelas duas, mas a do funk estava insuportavelmente cheia e quente, enquanto a eletrônica não me empolgou muito. Logo no início da apresentação (não, não dá pra chamar de set), ele fez o esperado: pôs o máximo possível de gente em cima do palco. Não fosse um babaca que arrumou confusão com o segurança exatamente na minha frente, eu teria subido também.

Mesmo de lá de baixo, a mistura era absurdamente coerente e empolgante ao vivo. Não dá pra enumerar os samples, mesmo que eu tentasse anotar. Eles vinham à uma velocidade e frequência tão grandes que enquanto você pensava “Ei, isso não é o solo de…” ele já emendava com “caralho, é a base da…”.

Quando eu crescer, quero ser que nem ele.

Pretendo arrumar vídeos e pôr aqui, assim que aparecerem no YouTube. Rolaram também umas fotos dele no meio da galera, pisando no meu pé que eu tenho que pegar, posto depois.

Ah, na sexta fui ao Hot Chip/Arctic Monkeys, e me diverti bastante. Mas depois de ontem, não dá pra falar de outro show. Talvez mais pra frente eu lembre de escrever a respeito.

Em tempo: e essa aqui é a notícia mais bizarra do Tim desse ano ou não?

Já que ficou faltando uma mp3 do cara naquele último post, aqui vai uma:
Girl Talk - Friday Night

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Oct 28

Pílulas Timfa

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Ingresso caro, vans que deixam você longe da entrada (no meu caso, como cheguei mais cedo, o mané da van errou o caminho e se recusou a enfrentar o mega engarrafamento no aterro e me deixou na passarela mais próxima, ou seja, a cinco minutos de caminhada da Marina da Glória), filas dantescas (a primeira logo na entrada, antes do curral pelo qual era obrigado a passar), obras terminando em cima da hora, bebidas caras (água Schin a 4 reais?), e minha particular falta de ânimo com esse Tim festival. Nada disso conseguiu impedir que a noite de ontem fosse umas das melhores da minha vida, graças a apresentação de uma moça de quase 42 anos e energia de 20 adolescentes anfetaminados.

Björk é vida, tinha que ser direito de toda humanidade poder conferir ao menos um show dela em vida. Finalmente pude riscar da listinha de arrependimentos ter perdido os dois últimos shows dela no Brasil (em 96 e 98, respectivamente no Free Jazz — que não pude ir pela idade — e Close Up Planet — na ocasião, preferi conferir o show do Prodigy ao da diva islandesa, fato pelo qual me arrependia amargamente até ontem).

Cada show dela, em cada fase da carreira é um show diferente, mas apesar da passagem do tempo, a energia e vibração que emanam daquela mulher (absorvidaa e amplificadas pela multidão a sua frente, retornando ao palco em um curto circuito orgástico) é tão intensa que pouco importa que o último disco que eu tenha escutado dela direito tenha sido o Homogenic. Foi um show para marcar a vida.

Antony & The Johnsons. Não sabia que ele era tão gordo. Mas o que ele tem de grande, também tem de sensível e simpático. Excelente show, carismático, intenso, bonito. Delicado como as hipopótamos dançantes de Fantasia. E isso é um puta elogio.

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En homenaje a los dos ebentos de hoy, que són el Día Internacional de Hablarse Portuñol y, claro, el TIM Festibal, hacerejé un póst con algunas mp3 de los artístas, y comentários en lá lngua oficiale del día. Peró, hacerejé un post de cobers y remixes, o sea, con bersiones diferentes de las coñecidas…

¡Porque és uenda!

Kate Nash - Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)
Una hermosíssima cober de una guapíssima chica. Kate Nash és una cantora que siegue la liña de Lily Allen. Acá, ela está a tocar Fluorescent Adolescent, del secundo disco de Los Macacos Arcticos.

Ladytron - Destroy Everything You Touch (Hot Chip Remix)
Un de mios remixes más preferidos de Hot Chip. En esta música, los chicos de la banda inglesa reestructuran el hit de Ladytron, y hacen el trabajo muy bien. Comeciando quase minimal, el remix siegue etéreo, fluydo, y derripiente explód en sonidos y texturas.

Cat Power - Wonderwall (Oasis)
Chan Marshall en brebe (en el inicio de dos mil y ocho) tenerá su disco de cobers à benda. Esta bersión, todabia, no estará en el disco. És una grabación en las Peel Sessions de la Radio 1 inglesa. Y és hermosíssima, hacendo una música que muchos já escucharan a la exaustión sener nobamente comobente.

The Killers - Tranquilize (ft. Lou Reed)
Ninguién menos que Lou Reed és el conbidado de honor deste nuebo single de Los Killers, Tranquilize. Esta música és el primer single del supuesto albun de compilación de los Machadores, con b-sides y raridades que la banda nuerte-americana estaría a grabar, llamado Sawdust. Buenas, cuemo será el álbun no sabemos, bisto que el disco de 2007 és una buemba!

Juliette & The Licks - Got Love To Kill (MSTRKRFT Remix)
Como tuedos sabén, yo soy un gran fan de los remixes de MSTRKRFT. En este, ellos trabajan con una de las músicas más coñecidas de la actriz y guestosoña Juliette Lewis. Y las batídas electrónicas del electro combinam muy bien con el bocale y las guitarras. ¡Muy fuerte!

Y és esto por ahora. Más una bez, el Hype Machine salbaba el día acá en mio trabajo quando me toqué de poner las músicas que escuchaba acá! Aprobechem!

¡Hasta más tarde en la Marina de la Glueria!

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So Sorry

Cantora e musa indie, Feist não vem mais ao TIM Festival. É o que diz a Folha.

Mundo injusto esse em que o White Stripes cancela shows (supostamente) por uma sex tape da Meg e a Feist ficar em casa por causa de uma labirintite. Pra quem comprou entrada, vale ficar ligado no site do evento, que ainda não deu a notícia, mas deve pôr em breve como fazer pra trocar ingressos, coisa e tal.

UPDATE: Via Twitter oficial do festival a organização confirma que a gata não vem mais. E que será substituída por Antony and the Johnsons na sexta, no Rio, e por Cat Power no sábado, em São Paulo. E quem quiser o dinheiro de volta, pode passar nas bilheterias dos shows.

Nokia: Van She Wants Resistance

O Nokia Trends confirma mais duas atrações pro festival que já tinha no line-up o duo australiano Van She e acontece dia 08/12 no Memorial da América Latina, em SP. São elas o duo californiano She Wants Revenge e o combo techno-jazz de Detroit Underground Resistance.

A apresentação completa do festival é hoje mas (apesar de convidados pela organização que nos mima) não vamos poder comparecer. É que é no Itaim e tal. Mas assim que chegarem as novas (e esperamos que sejam boas) mandamos por aqui. E vamos ver se vai ser mais uma ponte-aérea nesse fim-de-ano com cada vez mais motivos pra querer viajar.

Mugg esta noticia

Eu pessoalmente acho que falta uma versão em português de Umbrella. Cadê o Rouge? Seria a cara delas fazer isso… A questão é se a tradução seria literal ou não. Eu preferiria uma versão com “sombrinha, inha, inha”.

Anyway, enquanto não acontece isso, fiquem com a versão que a Flávia acaba de me passar via twitter. Com vocês, Umbrella - Forró Remix.

E tem também o vídeo, via Papelpop:

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header mulder - Por Eduardo Mulder

Segundo o Google Trends é em Barcelona onde mais se procura por indie pop no Google.
Em segundo lugar está Estocolmo. Claro!

Curiosamente em sétimo está Lima. E na frente de Londres!

header janco - Por Janco Tianno

James Murphy vem aí

E o LCD Soundsystem vem mesmo ao Rio. No Circo Voador, dia 16/11. E quem confirma é o Pollstar, que não costuma dar bola fora. Aliás, é mini-turnê mesmo: tem datas pra SP, Brasília e Belzonte, também, manja:

Tue 11/13/07 Sao Paulo, BRA Via Funchal
Wed 11/14/07 Belo Horizonte, BRA Elektronika Festival
Fri 11/16/07 Rio De Janeiro, BRA Circo Voador
Sat 11/17/07 Brasilia, BRA Marina Hall

Pagaram quanto?

E aí, deram quanto no In Rainbows? Pus £2,35 na conta do Radiohead. Mas tô quase indo lá completar 3 libras só por causa do arranjo de Faust Arp, ô música bonita. Como uma banda grava várias músicas que já estavam em shows faz tempo (algumas como Nude já eram tão velhas conhecidas que neguin nem esperava mais que entrassem em disco de carreira) e mesmo assim faz tudo parecer coeso desse jeito?

Teoria: o The Eraser foi o disco que salvou o Radiohead. Thom Yorke gastou no disco-solo do ano passado todas as suas esquisitices e eletronices chatas. E a banda voltou a soar como… banda. Ainda bem. Confesso que ainda não consegui ouvir o disco com toda a calma que ele merece, mas já tô curtindo, e muito.

Quarentona

E a razão pr’eu ainda não ter dado ao disco novo do Radiohead toda a razão qeu ela merece é nobre, nobílissima. Atende por Radio 1 Established 1967. E comemora, duh, os quarenta anos da rádio da BBC, com uma compilação e tanto. São 40 músicas, cada uma representando um ano. Todas por artistas novos (o mais antigo é o Foo Fighters que ataca de Band on the Run, do Wings).

Dá pra falar de várias versões maneiríssimas do disco, mas vou destacar umas poucas aqui. The Streets tocando Your Song (sim, a do Elton John), por exemplo, me deixou de queixo caído. Versão crua, Mike Skinner meio cantando meio declamando. Lindona. Tem também uma versão bem maneira do Franz Ferdinand pra Sound and Vision do Bowie, Stereophonics suingante em You Sexy Thing (sim, Hot Chocolate), Lily Allen igualmente acertando bonito em Don’t Get Me Wrong (sim, Pretenders), The Kooks fingindo levar a sério All That She Wants (sim, Ace of Base) e mais muita, muita coisa.

Só não entendi porque o Raconteurs pôs uma versão ao vivo da música preferida do John Peel, Teenage Kicks.

A lista inteira E o link pra baixar no Worldvix.

E agradeço a Liv por mais uma excelente dica.

O Hype Machine quer ser mais Hype ainda

Babacas!

Se eu pudesse viver sem o Hype Machine, eu não divulgaria isso aqui. Enfim, eles vão lançar uma versão nova do site. Foda. Mas eles só vão fazer isso quando tiverem 10.000 pessoas acessando a página acima. Ao. Mesmo. Tempo. Enquanto escrevo isso, já somos 3377. Venham, divulguem.

Filhosdaputa!

Mas sou obrigado a admitir que a idéia é uma das melhores pra gerar mídia espontânea na web que eu já vi. Fantástica, mesmo. Só o post sobre isso no Digg já tem quase 700 votos. E comentários do tipo “What if 10,000 people NEVER log on at the same time? WHAT THEN?”e “I wouldn’t be cool if it wasn’t for the Hype Machine”. Eu entendo. Eu não seria cool se não fosse pelo Hype Machine.

Malditos!

Mas tudo bem, porque aparentemente, vai ser uma mudança bem bacana. Features bem interessantes e uma cara mais Web 2.0. Hmmmm…

hypem2 - hypem2

Não perca no(s) próximo(s) capítulo(s)

- Festa? É isso mesmo. Festa. Aqueeeeeeela mesmo que você tá pensando.
- A resenha completa do Estúdio Coca-Cola. Porque a gente não foi lá só pra sacanear o ForFunNxZeroDibob. Fomos pra sacanear o Armandinho também.
- Eduardo Mulder, deixando a vida de (esporádico) correspondente internacional pra trás, com um fato não-tão-rápido de Barcelona.

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Ontem, domingo a noite, Janco Tianno e eu fomos ao Estúdio Coca-cola Armandinho e Dibob. E conversamos com os caras. O que é péssimo, quando se quer ser imparcial (ou melhor, deixar os preconceitos rolarem soltos).

A frustada tentativa de dar um mergulho gonzo pela night (ou melhor, matinê) da criançada não deu certo porque 1) Coca-cola não dá onda; 2) Dibob não é tão ruim quanto o nome indica; 3) os caras eram gente boníssima e competentes de palco.

Enfim, segue então, em partes, o relato do Estúdio Coca-cola. Começando pela minha entrevista com o Dibob:

Eu: Como foi ganhar o VMB, como artista do ano?
Dibob: Não ganhamos o VMB…
Eu: Vocês não são o NXZero?
Dibob: A gente é o Dibob…

header dmoreaux - Por D\'Moreaux

Confirmando: Devo cancelou as datas em outubro na América do Sul. Mas eles vem sim ao Planeta Terra, em novembro. Está confirmado no site deles, em um anúncio tosco e colorido.

header janco - Por Janco Tianno

Notícia rápida mesmo: o Nokia Trends acaba de soltar o primeiro nome da sua programação 2007, o local e a data.

No dia 08/12, São Paulo vai ver a dupla australiana Van She. A exemplo do Soulwax, que ano passado veio como banda e como 2ManyDJs, a Van She vem também com seu projeto paralelo, o Van She Technologic, que já remixou Feist, Klaxons, The Presets, etc.

Ainda seguindo a linha do excelente festival do ano passado, eles prometem um espaço dedicado à arte multimídia que “será ainda maior, privilegiando a experiência entre o público e a tecnologia móvel, por meio de obras interativas produzidas por vários artistas.”. Então tá.

O local é o Memorial da América Latinae eles calculam o público em cerca de 4 mil pessoas. Mais informações fresquinahs aqui na Hang the DJ assim que elas chegarem…

Quanto ao layout do blog: estou tentando resolver, mas deixei esse provisório aí só pra formatação não ficar toda esquisita.