Circo Voador: I love you, but you’re bringing me down
James Murphy é meu ídolo, o The Twelves é um duo muito mais que só talentoso e eu adoraria ver os dois numa mesma noite, ainda mais num lugar que eu curto e no qual já vi shows memoráveis.
Mas porra, R$200 é sacanagem grossa. Ainda mais quando em São Paulo e BH a inteira custará menos da metade disso.
Não dá. Não rola. O LCD Soundsystem eu vejo em outra oportunidade (hopefully) e o The Twelves eu tenho certeza que acabo vendo por aqui mais cedo ou mais tarde.
Como as bandas continuam sendo excelentes, ficam duas mp3 de prêmio de consolação, pra mim e pra quem mais não vai poder ir:
The Twelves - I Feel Fine
Os remixes deles são ótimos, mas também curto as músicas próprias. E essa tem vocal feminino, coisa que eu sempre gostei.
Mas os comentários homofóbicos na linha de “Mas a imigração inglese está muito certa, isso naum é homem, naum é mulher, é uma coisa horrorosa.” (sic quíntuplo) são ainda piores. O festival da falta de noção ali é que devia valer deportação.
Já que as notícias não ajudam…
E porque tão aparecendo no YouTube os vídeos gravados pelo próprio Terra, e sempre é válido pôr mais coisa na roda.
The Rapture - House of Jealous Lovers:
Entenderam aquilo que eu tinha dito sobre as músicas se emendarem umas nas outras a partir do baixo ou da bateria? E só eu acho que essa música tá com muito mais groove?
Datarock - Fa-Fa-Fa
Pena que a gravação foi direto da mesa e sem microfone pra platéia. Porque tava todo mundo cantando junto aí. (Aliás, todas as músicas tão com os créditos errados, né?)
Datarock - Bulldozer
Outra dos noruegueses, porque nessa da pra ter uma idéia melhor da reação do público. Foi a primeira do show, acho. Ouvi do lado de fora, na fila pra entrar.
Kasabian - Shoot The Runner
A primeira do show, com direito a Ennio Morricone de trilha pra entrada da banda no palco.
Ah, tem links pra (quase) todas as músicas do show do Kasabian aqui, cortesia da Erika.
Foi tanto esmero na organização que parecia até provocação com o TIM Festival (principalmente o de SP). O Planeta Terra contou com shows pontualíssimos, filas sempre abaixo dos 3 minutos (ok, não estava tão cheio assim também), estrutura legal e staff simpático. Sério, o festival foi impecável do ponto de vista da organização. Tirando pros menores de idade que parece que foram barrados aos montes. Mas aí já é outra seara. E como não sou pirralho, tô pouco ligando.
A pontualidade atrapalhou um pouco. Eu pretendia ver ao menos uma parte do show do Tokyo Police Club, mas quando cheguei na fila de entrada percebi que isso não ia rolar. Do lado de fora dava pra ouvir Bulldozer, do Datarock. Entrei o mais rápido possível, encontrei o galpão onde os noruegueses já se apresentavam e…
Datarock
… eles emendaram, uma atrás da outra, algumas das minhas preferidas. I Used To Dance With My Daddy, Computer Camp Love e Sex Me Up colocavam um público bem grande - provavelmente de fãs do CSS e Rapture em sua maioria - pra pular e dançar. Musicalmente em algum lugar entre o New Rave e o Talking Heads, o show me lembrou muito a noite em que eu vi o Super Furry Animals levantar a Copa do Mundo, na primeira edição do TIM. Bandas que se divertem tanto assim no palco merecem a aclamação, e não foi pra menos. Quando começou a linha de baixo de Fa-Fa-Fa, o galpão inteiro respondeu em uníssono à pergunta de Fredrik Saroea “Do you know the name of this song?”.
O vídeo é tosco, mas dá pra ter uma idéia de como foi. Se achar um melhor depois, troco
E quando eu achava que isso seria o final, eles me fazem uma das coisas mais surreais que já vi em show. Um karaokê. De I’ve Had The Tie of My Life. É, a de Dirty Dancing. Um galpão inteiro cantando Iiiiiiiii’ve had the time of my liiiiiiiiiiiife / No, i never felt this way befooooore / Yes, I sweeeeeear it’s the truth / And I owe it all to you”. Enquanto isso, aproveitavam pra fotografar o público, se jogar na galera e tudo mais.
Foda. Muito foda.
Lily Allen De vestidinho roxo, microfone verde-neon combinando com as unhas, havaianas (e depois descalça) e transbordando carisma, a menina esqueceu letras, enfrentou alguns (poucos) problemas com o som, riu meio tímida das próprias piadas, admitiu que tinha bebido um pouco demais antes de subir no palco, cantarolou música do headliner e falou que “fuckin’love Kasabian” e basicamente encantou os fãs que estavam lá. Transbordava carisma, e era fofíssima.
A banda é azeitada e tudo mais, mas os intervalos entre as músicas eram longos. Sorte que Lily acabava sempre falando alguma besteira e ajudava a passar o tempo. Na metade do show, muita gente começou a debandar do palco principal pro galpão indie, onde o CSS ia começar. Fiquei, e fui brindado com uma cover de Gangsters do Specials, outra de Everybody’s Chaging do Keane e finalmente a de Heart of Glass, muito boa mesmo.
Lily Allen esquece a letra de Not Big e confessa: “I’m a little bit drunk”.
Ao final da simpaticíssima apresentação, corri pro
Cansei de Ser Sexy
E ouvi Let’s Make Love and Listen to Death From Above. E só, porque era a última do show deles. O galpão transbordava gente, e tive a impressão de que foi o show mais cheio da noite. A platéia cantava junto, e muita gente em volta depois comentava que o show foi bom. Não pude julgar, mas acho que pode muito bem ter sido. Vamos ver se eles não aparecem pelo Rio quando estiverem gravando o disco novo. Aliás, rolou uma nova no show, e quero ouvir.
Quero entender essa roupa da Lovefoxxx, alguém consegue explicar?
Devo
Confesso o pecado indie: assiti a menos da metade do show do Devo. Mas peguei uma sequência fuderosa de Whip It, Secret Agent Man, e a cover de Satisfaction. Estava foda, e eu hesitei muito pra sair ali, mas tinha que dar outra chance ao
The Rapture E não me arrependi. Em 2003, saí depois do já citado show do SFA pra descansar um pouco (tinha White Stripes logo depois) e não prestei atenção na banda de NY. Só conhecia uma música, a óbvia House of Jealous Lovers, que inclusive eu achava meio histérica demais. Não sei se foi tanto o meu gosto que mudou, mas fato que o som deles passou a me agradar muito mais com o último disco.
Daí voltei ao galpão indie, e assisti a uma apresentação cheia de neon e totalmente pista de dança. Muitas vezes eles aproveitavam pra emendar uma música na seguinte, inclusive fazendo isso na hora do bis, com a banda quase toda saindo do palco e voltando aos poucos, um instrumento entrando de cada vez. Platéia empolgada, banda empolgada (apesar de falarem pouco com o público), ótima apresentação.
E vale a obs: o som da banda mudou sim, e pra melhor. Achei a própria House of Jealous Lovers bem diferente, com muito mais groove. Seria foda se eles relançassem ela nessa nova roupagem como single, aliás. Ah, e Olio também. Mas o grande destaque foi pras músicas do Pieces…, como The Devil, Don Gon Do It e Get Myself Into It, apoteótica.
Kasabian
O show do Rapture acabou pontualmente a 1h, horário previsto pra entrada do headliner. Aí, o único atraso do festival. De 25 minutos. É, isso. E parte deles pra organização agradecer ao público, e convidar todos pra uma reapresentação do dupla de djs Layo & Bushwacka no galpão indie, bela sacada. A festa não precisava terminar.
Eles têm pretensão pacas, se acham e demonstram isso. Sergio Pizzorno faz pose de guitar hero, Tom Meighan tem pose e a banda chama o público pra participar o tempo inteiro. E ainda bem que são assim. Porque o Rock precisa de empáfia, porra. E se uma banda quer ser grande, tem que agir de acordo.
E o Kasabian fez um show de gente grande. Ao vivo, a banda lembra muito o Oasis pela atitude (e eventualmente no som, como em By My Side). Musicalmente, ficam muito mais pra uma mistura de Primal Scream e Happy Mondays, com ecos até de Verve e Suede. Aliás, a banda cresce MUITO ao vivo, e dá pra notar muito mais as influências, o que é sempre muito bom.
No meio do show, citaram ainda The Kinks e Primal Scream, falaram de futebol (e fizeram piadas sobre os anúncios de Viagra com o Pelé: “he’s got some erection problems, doesn’t he?”). No fim das contas, foi um show do caralho, feito pro ar livre e pra fechar uma grande noite da única maneira possível: espantando o cansaço com peso e pose.
Tom Meighan tem a pose, tem a manha. E tem também barriga de chopp.
Meus parabéns ao Planeta Terra. Supostamente, dá pra ver os vídeos de todos os shows aqui. Eu não tô conseguindo, mas pode ser só comigo.
Datarock pedindo ao fotógrafo da produção pra tirar foto deles com a galera vibrando ao fundo. Acho que eles tiveram mesmo o time of their lives.
Já que esse fim-de-semana estou me mandando pra SP achei legal fazer outro post de preparação, como o que rolou pro TIM Festival. Só que dessa vez em português mesmo.
O que foi feito no sábado.
A festa desse sábado na Pista 2 do Fosfobox foi uma celebração da vida, não só do meu aniversário. A Hang the DJ como festa está de volta, feito fênix. Uma fênix meio bêbada que mistura Björk e pancadão e que em breve vai rolar com toda a divulgação que merece. Vocês saberão quando atingirmos a estratosfera.
O que vocês vão fazer na sexta? Essa sexta, toco no Dama de Ferro, na Se Joga da Miss Playmobil. No line-up tem também Winning Electro, ou seja é uma noite que reúne TODOS os djs cariocas cujos nomes de guerra são inspirados por jogos de futebol de computador. Partiu? Lista-amiga aqui, ou pedindo por email/comentários. E o flyer ao lado tem um ‘ene’ a menos no meu nome, tsctsc.
Datarock - I Used To Dance With My Daddy (Metal on Metal Remix)
O Datarock é uma banda esquisita da Noruega. O Metal on Metal é um trio de djs bizarro da Lituânia, e isso é um trecho da bio deles: “They call themselves “Nesakyk Mamai!” (eng. Don’t Tell Ya Mom) and play riot music to dance to. Some dancers manage to make out or fade out. No casualties. Few babies born comming year.”. A internet é uma coisa linda.
The Rapture - Sister Saviour (DFA Vocal Remix)
Eu curto muito o segundo disco da banda novaiorquina, e seria natural incluir algum dos trocentos remixes das músicas dele disponíveis por aí… Mas, fui procurar um e dei de cara com esse, de uma do Echoes, e achei muito legal. Então taí.
Bonde do Rolê - Office Boy (CSS Remix)
Eu ultimamente tenho curtido mais os remixes feitos pelo Canseide que os de músicas deles. Parece que vem música nova no show, vamos ver quando começam a pipocar nas pistas. Enquanto isso, paguei de pleibói.
Kasabian - Too Much Too Young
Outra da coletânea da BBC. Aqui o Kasabian vai de ska, fazendo cover dos Specials. Nada muito fantástico, mas a música é divertida. Além disso, não achei bons remixes do Kasabian, o que não faz muito sentido. Pô, nem de Empire?
Tokyo Police Club - Cut Cut Paste
É sempre uma incógnita ir assistir a um show de uma banda que só lançou um disco. De uma banda que lançou um com 7 músicas, que não chega a ter 40 minutos , ainda mais. Vamos ver o que o TPC vai apresentar. Aqui fica a oitava deles, que foi bônus track na versão Reino Unido do A Lesson In Crime.
E ficamos por aqui. Mais notícias de minha parte quando eu estiver de novo no Rio.
Cês talvez já tenham notado esse link aí do lado nos posts recentes. O Mugg é um espécie de Digg só de notícias de música, e brasileiro. Curto iniciativas que envolvam música e web 2.0, ainda mais quando elas colocam a gente nos destaques, então tô apoiando integralmente. Podem muggar nossos posts à vontade.
Todo mundo já viu. Todo mundo já falou. Mas eu não podia perder a piadinha, e existre a chance de você ter passado os últimos dias em coma ou algo assim. Buenas, o Radiohead vai lançar disco novo no dia 10/10, semana que vem. Em dois formatos. Tem a luxuosa Discbox, que custa £40 e vem com vários badulaques, livrinho, arte em papel especial, um disco-bônus com mais oito músicas, action figures, e um boneco inflável do Thom Yorke em tamanho natural. E tem o download, total Casas Bahia. Você digita quanto quer pagar. E se você tiver dúvidas, ele manda “It’s up to you”. Detalhes completos aqui. E comprem aqui.
A Discbox de In Rainbows, quase completa.
Pra quem quiser, rola um preview do disco em vídeos de apresentações ao vivo da banda no blog da NME.
E aí, quanto vocês vão pagar?
Kasabian e Spielberg
Tom Meighan, vocalista do Kasabian, comprou a bicicleta usada em E.T.. Apropriado pra uma banda que vem pra um festival chamado Planeta Terra.
Sim, hoje é dia de trocadilhos inúteis. Até pus isso no meu msn:
Ainda assim, devo ir ao Planeta Terra. Devo, hehe.
Sudamérica?
É pra onde esse jornal chileno diz que o Interpol vem em 2008. Aqui no Rio, na Fundição, dizem minhas fontes. hehe.
Cancelalism
A gente adora o Nokia Trends e suas Mobjams, festinhas regadas pra blogueiros e djs hypados feito nós. Mas o Digitalism aparentemente nem tanto. Eu não ia conseguir ir, mas…
Vote no pior trocadilho desse post nos comentários!
Primeiro, o aviso: tô indo pra SP dia 10/11 ver o Planeta Terra.
Agora, o porquê:
No site do Terra eles anunciam que terão 13 atrações. Até agora, soltaram 6, cinco internacionais e uma “internacional”. Devo, Kasabian, Rapture, Lily Allen, Datarock e Canseide. O Pollstar confirma a local Cansei de Ser Sexy, os nova-iorquinos do Rapture e o duo dinamarquês Datarock, além do local: os tais Galpões Savoy, que ninguém sabe direito onde e o que são.
Útima a aparecer, a confirmação dos ingleses do Kasabian (cujo segundo álbum foi extensamente comentadoporaqui) foi das que me deixou mais animado. Com isso serão 3 discos da minha lista de melhores de 2006 ao vivo esse ano, o que não é nada mal mesmo.
Aguardemos então as outras 7 atrações. Lúcio fala em Queens of the Stone Age e “confirma” Supercordas e Lucy and the Popsonics como atrações brasileiras. Enquanto isso, o LCD Soundsystem estaria escalado pra um festival em BH também em Novembro, e pra tocar no Creamfields argentino - junto com o 2ManyDJs - no mesmo dia do Planeta Terra, 10/11. De repente pintam por aqui (ou por SP)…
*Sim, eu percebi a ironia que é passar a programação do festival do Terra com links pra Uol e Ig.