Bem que a gente cantou a bola: saíram as datas do Radiohead. Dois shows, Rio e São Paulo, nos dias 20 e 22/03 respectivamente. No Rio, também confirmando o que havíamos falado aqui, o show será na Praça da Apoteose. Em SP, na Chácara do Jockey Club (mesmo lugar do Claro que É Rock por lá).

Pros céticos, tudo isso já está no site oficial dos caras e chegou às bancas na edição de hoje da Folha, de acordo com o Omelete. O site vai além e confirma mais:

Segundo a Planmusic Entretenimento, em parceria com MCT Brasil Produções e Brasil 1 Entretenimento, os shows fazem parte do Festival Just a Fest e mais nomes, além do Radiohead, serão adicionados à escalação em breve.”

O nome é péssimo, mas a idéia faz todo o sentido já que as apresentações no Chile também fazem parte de um festival. Vamos ver quem completa o line-up. Se Asian Dub Foundation e M.I.A. estiverem nele a gente vai com a plaquinha “Eu já sabia”, beleza?

O que a gente ainda não sabia: $. Os ingressos custam R$200 (a inteira. adivinha quanto custa a meia?) e começarão a ser vendidos pela Internet à 0h do dia 5/12 e no mesmo dia a partir das 9h nas bilheterias do Maracanãzinho (Rio) e Pacaembu (SP). Nos pontos de venda, pagamento só em dinheiro e até 4 ingressos por pessoa. A censura é de 16 anos.

Lembrando mais uma vez de agradecer às nossas fontes que foram excelentes nos últimos dias, em especial à Liv Brandão. Assim que soubermos mais, entra aqui.

UPDATE. Vai lá, Brasil. Vai no site deles. Falta local e data, só.

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Tá no site deles pra quem quiser ver. O Radiohead toca em Santiago no dia 27 de Março de 2009.

Além disso, a imprensa hermana fala em um show em Buenos Aires no dia 25/03. O Brasil ficaria pra logo depois, possivelmente 30 e 31/03. Parece bem concreto. Mas a parte de que os shows teriam abertura do Sigur Rós ainda é boato.

Mas se você não quiser esperar pra ver se eles pintam aqui, é só comprar as entradas pro show de Santiago. Elas começam a ser vendidas hoje.

Paul Weller não vem mais pro TIM Festival.

A culpa dessa vez é da burocracia. Mais na Folha.

Isso o twitter do Festival não fala, né?

Já tá virando tradição, então vamos lá.

Interpol no VIa Funchal, foto de HelenaNHoje é dia de Interpol na Fundição Progresso. Os relatos do show de dois dias atrás em São Paulo já começam a pintar, assim como fotos e vídeos (abaixo) da apresentação. Pelo que eu vi e li até agora, a avaliação geral é bem positiva. Vamos ver hoje à noite.

Aparentemente o show foca na carreira toda, então não vão faltar os indie-hits do Turn On The Bright Lights e Antics, além de músicas do marroumenos Our Love To Admire. Será que aqui a platéia vai cantar junto como em SP?

Pioneer To The Falls e Obstacle 1 em São Paulo:

Mas esse post, cês já tão sabendo, é só uma desculpa pra despejar umas mp3 bacanas relacionadas à banda:

Obs: Infelizmente tive que usar o You Send It, já que o Mediafire tava fora do ar…

Interpol - Slow Hands (Britt Daniel Remix)
Britt Daniel é o vocalista do Spoon. E esse remix é bem bom.

A Plus D - Mamooth Boys (Interpol vs. M.I.A.)

Yay for mashups!

Charlotte Martin - Obstacle 1
Uma cover, pra terminar. Não sei muito sobre essa Charlotte Martin, exceto que esse é o myspace dela. Curti o baixão.

Queriam versão ao vivo da própria banda? Vão no show oras!

Mugg esta noticia, tio!

Nov 17

Someone Great

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header janco - Por Janco Tianno

Nada como ser cara-de-pau. Ter bastante gente no MSN também ajudou. Passei a tarde com “Troco minha alma por um ingresso pro LCD Soundsystem” como nickname, e não é que surgiram interessados em ajudar? Calma, nada tão Faustiano assim. Mas graças à colaboração dos caras do The Twelves e de uma amiga de faculdade, descolei o que eu acreditei ser um negócio justo. E depois de uma tarde de trabalho, alguns chopps e dois temakis, parti pro Circo Voador.

A chuva forte que caía atrapalhou o Multiplicidade, coletivo que se apresentava numa tendinha do lado de fora, perto do bar. Com pouco espaço coberto, acabou ficando longe da maioria que preferiu esperar a atração principal na lona mesmo. Foi nessa hora que eu vi que estava certo: ninguém parece ter pago os abusivos R$200 (R$100 se você fosse estudante) da entrada. Só VIPs, gente em listas, etc. E os cambistas do lado de fora vendiam por preços entre R$60 e R$80. Aposto que quando começou o show, isso caiu ainda mais.

E o show… Ao vivo, o LCD Soundsystem é uma banda de Rock. É bom lembrar disso. James Murphy é vocalista e percussionista. Percussionista é um termo que é melhor explicar. Percussionista é o Ivo Meirelles. James Murphy só com o cowbell faz mais barulho que a indústria agropecuária brasileira inteira. E ainda toca metade da bateria, se arrisca nos teclados em algumas músicas e canta. Timidamente, entre uma e outra música, ele até arrisca um “obrigado”, e o indefectível “you are the greatest crowd ever”. O resto da banda se comporta muito bem. O baixista é os cornos do Thurston Moore, a tecladista tem cara de Yoko Ono coreana, até pelos gritinhos e guitarra e bateria seguram muito bem a pressão.

A banda teve alguns problemas no início do show, que fizeram com que os silêncios entre as músicas ficassem mais longos do que deveriam. Nada que chegasse a tirar o entusiasmo das - chuto - 2000 pessoas que estavam lá na lona, apesar da chuva, do preço dos ingressos e tudo mais. E que foram brindados com um show que não é electro + rock + punk como foi anunciado nos lambe-lambes pela cidade e sim tudo isso junto, e muito mais. Daft Punk Is Playing at My House foi a segunda, e serviu bem à tarefa de deixar todo mundo pronto pro que viria depois. Petardo depois de petardo, groove depois de groove. E muito cowbell. Muito.

Destaque pra All My Friends, que já era uma das músicas do ano antes do show e agora tá lá absoluta, pela força que ganhou ao vivo. Uma pena que pra pergunta “Where are your friends tonight?” a resposta fosse “tiveram que ficar em casa porque estão cobrando os tubos nesse ingresso”. Get Innocuous e a cover de No Love Lost do Joy Division já no bis. O encerramento foi o mais inesperado: New York I Love You (But You’re Bringing Me Down), à meia luz, em arranjo minimalista. E cantada pela maior parte da platéia à plenos pulmões.

E foi assim que foi. Tomara que da próxima vez eu não precise da minha cara-de-pau pra pagar um preço justo. Porque eu pagaria de novo, feliz. E gostaria que mais gente pudesse ter visto o que eu vi ontem.

Depos do show, o The Twelves começou um belíssimo set. O público já mais disperso (e depois das 2h da manhã de uma sexta chuvosa, num espaço razoavelmente aberto, não era pra menos) dançava na pista ao som da dupla que é tão divertida ao vivo quanto nas gravações que já rolavam por aí. Pena que não os encontrei antes pra agradecer pessoalmente pelo favor da lista. Mas com certeza terei outras oportunidades de vê-los ao vivo. Até porque ontem, eu tava morto, e acabei saindo depois de pouco mais de 30 minutos deles tocando. Mas estão muito de parabéns.

(Faço update aqui assim que arrumar fotos/vídeos do show, apareçam.)

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header janco - Por Janco Tianno

Circo Voador: I love you, but you’re bringing me down
James Murphy é meu ídolo, o The Twelves é um duo muito mais que só talentoso e eu adoraria ver os dois numa mesma noite, ainda mais num lugar que eu curto e no qual já vi shows memoráveis.

Mas porra, R$200 é sacanagem grossa. Ainda mais quando em São Paulo e BH a inteira custará menos da metade disso.

Não dá. Não rola. O LCD Soundsystem eu vejo em outra oportunidade (hopefully) e o The Twelves eu tenho certeza que acabo vendo por aqui mais cedo ou mais tarde.

Como as bandas continuam sendo excelentes, ficam duas mp3 de prêmio de consolação, pra mim e pra quem mais não vai poder ir:

The Twelves - I Feel Fine
Os remixes deles são ótimos, mas também curto as músicas próprias. E essa tem vocal feminino, coisa que eu sempre gostei.

LCD Soundsystem - No Love Lost
Cover de Joy Division. Preciso falar mais o que pra vocês quererem baixar?

Vocal do Montage Deportado da Inglaterra
Aparentemente, a imigração britânica agora barra seguindo os critérios da Sharia. Tosco pacas.

Mas os comentários homofóbicos na linha de “Mas a imigração inglese está muito certa, isso naum é homem, naum é mulher, é uma coisa horrorosa.” (sic quíntuplo) são ainda piores. O festival da falta de noção ali é que devia valer deportação.

Já que as notícias não ajudam…
E porque tão aparecendo no YouTube os vídeos gravados pelo próprio Terra, e sempre é válido pôr mais coisa na roda.

The Rapture - House of Jealous Lovers:
Entenderam aquilo que eu tinha dito sobre as músicas se emendarem umas nas outras a partir do baixo ou da bateria? E só eu acho que essa música tá com muito mais groove?

Datarock - Fa-Fa-Fa
Pena que a gravação foi direto da mesa e sem microfone pra platéia. Porque tava todo mundo cantando junto aí. (Aliás, todas as músicas tão com os créditos errados, né?)

Datarock - Bulldozer
Outra dos noruegueses, porque nessa da pra ter uma idéia melhor da reação do público. Foi a primeira do show, acho. Ouvi do lado de fora, na fila pra entrar.

Kasabian - Shoot The Runner
A primeira do show, com direito a Ennio Morricone de trilha pra entrada da banda no palco.

Ah, tem links pra (quase) todas as músicas do show do Kasabian aqui, cortesia da Erika.

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